7 de out de 2010

Feliz ou não feliz?

Todo dia ele sentava na cadeira da frente do ônibus, mas ela nunca falava com ele. Ele era esquisito, mas ela sentia uma pitada de alguma coisa sem explicação por ele. Talvez fosse compaixão. Era normal quando ela visse alguém sozinho ela chegar por perto e puxar um assunto. Fazia ela se sentir bem fazer os outros se sentirem bem.

Certo dia, uma amiga sua sentou ao seu lado e desejou um bom dia para ela e para o menino da frente. O menino voltou com um sorriso bonito, singelo e carinhoso, e um bom dia. Ao mesmo tempo ela puxou um assunto e elas se entreteram e conversaram com ele até a chegada. Vamos por nomes na situação. Ela era Cláudia. Ele era Lucas. A amiga dela era Leandra.
Cláudia passou por Lucas várias vezes durante o dia e puxava um papo básico. No fim do dia ela só pensava nele. Ela se questionava se estava doida, se era maluca, enfim, todas essas quetões que não tem sentido.
No outro dia ela estava esperando por ele desesperadamente (internamente). Mas ele não estava lá na cadeira da frente. E isso fez ela desabar. É o que acontece quando esperamos demais dos outros. Mas como evitar isso? Impossível. O negócio é saber lidar com isso. E assim a vida vai e vem. Altos e baixos. Mas no fim, o que importa é ser feliz (será?). Ser feliz fazendo o outro feliz?