9 de set de 2010

Passou

No meio da tarde corrida
Pessoas passam sem parar
Meu olhar parece suicida
Até os seus encontrar



Um vento forte e pavoroso
Se condensou com sua beleza doméstica
Me pareceu tão maravilhoso
Aquela cena tão forte, esbelta


Seu olhar gélido e engraçado
Escorreu até seus lábios
E me mostrou um sorriso
Doce, caramelado

Aquele vento que te deixou
Te deixou nua, despida
De seus sentimentos tão crus
Sua alma, toda vestida

E foi-se com seu sorriso
Envergonhado por passar ali
Como um estrondoso vento amigo
E me deixou, sozinho, a esperar aqui